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sábado, 24 de novembro de 2018

Primeiro número da minha revista "As Viagens do Feiticeiro" já disponível


O número zero da minha revista "As Viagens do Feiticeiro" já está disponível em eBook e papel em todos os principais retalhistas de livros.

"Este é o primeiro número de “As Viagens do Feiticeiro”, uma revista de um só autor repleta de histórias de fantasia, ficção cientifica e horror.

Neste número poderão encontrar:

Terra Nova – No século XVI, o navegador português Manuel Corte-Real volta à Terra Nova do Bacalhau em busca do seu desaparecido irmão Gabriel. Contudo, encontra algo bem diferente daquilo que esperava.

O Cornudo – Um bode negro aterroriza a população da aldeia da Meadela, que pensa tratar-se do diabo. Estarão certos ou terá a criatura uma origem bem mais mundana?

A Máquina do Tempo – Durante anos, Roberto estudou, pesquisou e trabalhou para construir uma máquina do tempo. Agora que finalmente a concluiu, prepara-se para viajar ao passado e ter a vida que sempre quis e que pensa ser impossível alcançar no seu tempo. Mas teria de viajar tão longe para encontrar o que procura?

O Saltador – Depois de um longo período longe dos trampolins, o atleta de saltos de esqui Korhonen regressa ao desporto que sempre amou. Porém, nem o desporto é imune ao avanço da tecnologia.

Vida Noturna – Teremos, no futuro, tempo para viver uma vida fora do trabalho?

Holestern: A Herança – Holestern, juntamente com dois companheiros, entra na desolada cidade de Durknaz em busca de um artefacto que lhe é importante. Conseguirá encontrá-lo, ou os seus ossos irão juntar-se aos incontáveis outros que jazem entre as ruínas da Cidade Maldita?

A Escolha do Cavaleiro: Prólogo e Capítulo 1 – A primeira parte de um romance serializado em que seguiremos Loran, um dos cavaleiros reais de Veltraik. Após o fim da longa guerra contra o Império Artemisio, um exército dos agora desempregados mercenários contratados por Veltraik revolta-se e começa a pilhar o reino. Loran junta-se ao exército enviado para os parar e acaba por descobrir algo que nem o maior mago do reino consegue identificar."

Podem encontrá-la nas seguintes lojas:

Amazon Brasil
Amazon US
Kobo
Smashwords
Barnes and Noble
iTunes
Google Play
Livraria Cultura

Ficha Técnica
Texto - Joel Puga
Formatação - Joel Puga
Capa - oliviaprodesign
Revisão - avidadogato

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Novo livro "Europa 2049" disponível em eBook


O meu novo livro "Europa 2049" já está disponível em formato eBook.
Aqui fica a sinopse:

"Durante anos após a descoberta de vida inteligente em Europa, a lua gelada de Júpiter, a relação entre humanos e nativos manteve-se cordial. De facto, uma forma primitiva, mas rentável, de comércio foi criada entre as duas raças.

Até que um subgrupo de alienígenas começou a lançar ataques durante as trocas.

Vendo a sua margem de lucro encolher rapidamente, a Okabe Space Trade, empresa nipónica que explora o comércio em Europa, contratou o Major Denis Vassiliev, veterano da GRU durante a Segunda Guerra Sino-Russa, para pôr um fim ao conflito. Será ele capaz de entrar na mente alienígena e vencer a guerra?"

Podem encontrá-lo nas seguintes lojas:

Amazon Brasil
Amazon US
Amazon Spain
Kobo
Smashwords
Barnes and Noble
iTunes
Google Play
Livraria Cultura

Ficha Técnica

Texto - Joel Puga
Formatação - Joel Puga
Capa - Teamofdesigners
Revisão -

sábado, 19 de julho de 2014

"The Sensorites" "Doctor Who" (1964)


Os fãs da nova série do Doctor Who poderão lembrar-se de uma referência feita no episódio "Planet of the Ood" a um planeta chamado "Sense-Sphere". É nesse planeta que se passa este seriado da série clássica, transmitido 44 anos antes.

Esta é uma das minhas histórias favoritas do primeiro doutor. Ao contrário do que acontece com outros seriados de seis episódios, aqui não existem episódios pouco relevantes só para encher a programação. O guião é dos melhores desta época com uma pequena conspiração que se vai revelando aos poucos e um final bastante interessante e algo surpreendente. O trabalho de cenografia também é excelente e confesso que houve vários cenários que me fascinaram, enquanto os actores fazem um trabalho competente, sendo, como é usual, Carole Ann Ford (a neta do Doutor) o elo mais fraco. Até o desenho dos alienígena (os "sensorites" do título) está relativamente bem feito se tivermos em contas as limitações da época e a sua primeira aparição chega a ser assustadora..

Se só poderem ver um episódio do primeiro Doutor, recomendo que seja este.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Continuum - Segunda Época (2013)


Continuum é uma série de ficção científica canadiana filmada e passada quase exclusivamente em Vancouver. A uma primeira época relativamente banal, onde apenas se teve um pequeno vislumbre da moralidade cinzenta da série, seguiu-se uma segunda época que não só me pareceu largamente superior, como é diferentes da maior parte da oferta televisiva do género.

Não esperem ter aqui espectaculares cenas cheias de efeitos especiais (se bem que tem os seus momentos). Por outro lado, também não se trata de FC Hard, pois os desvios da ciência consensual são mais do que muitos. O forte da série está mesmo nas personagens e na relação entre elas. As "facções" são mais do que muitas e encontram-se em constante mutação. Juntam-se, separam, aparecem e desaparecem, muitas vezes no decorrer de poucos episódios. As personagens, por seu lado, têm todas os seus próprios objectivos e interesses, que nem sempre coincidem com os da "facção" a que pertencem. E mudam e crescem bastante no decorrer da história. Não existe aqui um "status quo" ao qual regressar no fim de cada episódio.

Embora não seja das mais badaladas série de FC e F do momento, recomendo que invistam algum tempo a ver um ou dois episódios, de preferência da segunda época. Quem sabe se não tornam fãs como eu.

sábado, 14 de setembro de 2013

"The Keys of Marinus" "Doctor Who" (1964)


"The Keys of Marinus" é o quinto seriado da famosa e longeva série de fc britânica "Doctor Who". Na minha opinião, este é o seriado em que a série encontra o seu ritmo e a sua identidade. Se os seriados anteriores já tinham imensos elementos que aprendemos a associar a "Doctor Who", este é o primeiro que se apresenta como indubitavelmente "Who" (podemos defender que isto já ocorreu no seriado anterior "Marco Polo", mas como "Marco Polo" é um dos famosos episódios perdidos, que só se encontra disponível na forma de 30 minutos de fotografias acompanhadas por uma faixa áudio, é difícil dizer com certeza).

O seriado foi escrito por Terry Nation, o criador dos infames Daleks e autor do segundo seriado "The Daleks", e penso que aqui ele faz um trabalho superior ao da sua primeira tentativa, com a qual confesso que fiquei um pouco desiludido. A escrita é competente, por vezes até genial, e também confirmamos o que já parecia ser o principal talento de Terry: a criação de locais diferentes e extremamente imaginativos. Se em "The Daleks" tivemos uma floresta de pedra com animais metálicos em que os predadores caçavam através de magnetismo, aqui temos vários ambientes diferentes, dos quais destaco a ilha cercada por um oceano de ácido que se encontra sob ataque de inimigos que viajam em submarinos de vidro.

Infelizmente, este seriado, como uma boa parte dos episódios clássicos, está recheado de falhas de efeitos especiais e continuidade. Carole Ann Ford continua a ser o elo mais fraco no elenco, mas os restantes actores fazem um papel competente (se, obviamente, compensar-mos o estilo de representação da época, bem diferente da actual). A cenografia continua genial e é um dos elementos que mais apreciei.

"The Key of Marinus" rapidamente se tornou um dos meus seriados favoritos da série clássica de "Doctor Who". Despertou em mim um sentido de aventura que só "Doctor Who" consegue. Obrigatório para todos os fãs da série clássica e para os amantes da fc televisiva.

Iª Mostra Bibliográfica de Ficção Científica e Fantasia de Autores Portugueses


Estará presente durante todo o mês de Setembro na Biblioteca Almeida Garrett no Porto a Iª Mostra Bibliográfica de Ficção Científica e Fantasia de Autores Portugueses. É organizada por Álvaro Holstein e Marcelina Leandro. A não perder.

sábado, 27 de julho de 2013

"An Unearthly Child" "Doctor Who" 1963


Já há alguns anos, praticamente desde que comecei a ver a nova série do Doctor Who, que tenho andado para ver a série original. Finalmente, no mês passado, para ajudar a passar a espera até sair a caixa com a sétima época completa da nova série, decidi gastar 10£ na caixa com os quatro primeiros seriados (para quem não sabe, a série original Doctor Who era quase completamente constituída por seriados de vários episódios com 25 minutos cada um) de sempre.  Dou o dinheiro por muito bem empregue (aliás, já encomendei o dvd com quinto seriado).

"An Unearthly Child" é o primeiro seriado, aquele que introduziu alguns dos elementos mais icónicos da série. É verdade que os efeitos especiais estão datados, algo que não me incomodou muito pois estou habituado a ver velhos filmes de fc, e as prestações dos actores (com a possível excepção de William Hartnel, que interpreta o Doutor) chega a ser sofrível, mas ainda assim vale bem a pena ver, e não só pela sua importância histórica. O seriado está razoavelmente bem escrito e a cenografia é genial. Mais importante, provocou-me a mesma sensação de deslumbramento que qualquer episódio da nova série.

Convém, porém, salientar que a série, nesta altura, era bem diferente da nova. Os elementos básicos estão lá, mas o humor é muito menos predominante. O doutor nada tem a ver com as suas últimas três encarnações, quer na idade, quer em temperamento, chegando mesmo a ser cruel (se bem que ouvi dizer que ele "amolece" nos próximos seriados). E não há chave de fendas sónica.

Como o primeiro seriado de sempre de Doctor Who, "An Unearthly Child" é de visionamento obrigatório para os fãs maiss fervorosos da série e para os amantes da história da FC em televisão.

domingo, 7 de julho de 2013

Fundação - Isaac Asimov


A série Fundação dispensa apresentações. É uma das mais importantes obras do autor de Isaac Asimov e uma das mais conhecidas de todo o género. Duvido que exista fã de fantástico que não tenha, pelo menos, ouvido falar nela.

Fundação é o primeiro livro que Asimov escreveu nessa série. Trata-se de uma colecção de cinco contos, alguns deles partilhando personagens entre si, que descrevem os eventos mais importantes dos primeiros (aproximadamente) 150 anos da Fundação, uma organização criada com o fim de reduzir o número de anos de barbárie que se seguem à caída do Império Galáctico.

Aqueles que esperam longas descrições de fantásticas naves, tecnologias incríveis ou estranhos mundos alienígenas ficarão desiludidos, assim como quem procura acção ao estilo das Space Operas. Estas histórias são mais políticas, cheias de guerras de interesses e manipulação, e onde a terceira lei de Clarke tem um papel predominante.

Tenho dificuldades em escolher um conto favorito de entre os cinco. Posso dizer que o terceiro e o quinto, talvez por serem os mais longos, envolveram-me mais, mas os restantes estão igualmente bem escritos e as situações que descrevem, juntamente com os brilhantes desfechos, tornam-nos leituras igualmente interessantes.

Convém notar que a tradução me pareceu competente. Está, certamente, acima da média da colecção Argonauta.

Se procurarem nas feiras do livro, conseguem encontrar a Fundação a um preço bastante em conta. Recomendo que o comprem e leiam. Não é só uma das obras de FC mais conhecidas de todos os tempos, é também um leitura extremamente interessante. Mal posso esperar para deitar as minhas mãos ao próximo livro da série: "A Fundação e o Império".

domingo, 22 de janeiro de 2012

Star Trek XI (2009)

AVISO: Contém spoilers.

Um reboot da série original que inicia um universo alternativo, este filme marcou o regresso do franchise Star Trek, depois da última série, a menos bem sucedida Star Trek: Enterprise, ter sido cancelada.
No geral, é um filme que aprecio bastante, apesar de ter aquele aspecto típico dos blockbusters americanos. Tem um enredo sólido, se bem que não é especialmente original ou surpreendente (mas faz imensas referências às séries de tv, uma delícia para os fãs), efeitos especiais de grande qualidade (algo a que o franchise já nos habituou à bastante tempo) e uma banda sonora simplesmente fenomenal.
Apenas duas partes do filme me deixaram algum dissabor. A primeira foi a cena em que o Kirk, o Sulu e um "Red Shirt" se lançam de para-quedas sobre os inimigos, pois despertou-me a repulsa que sinto pela prática comum em filmes americanos de tornar os filmes "radicais". A segunda foi o encontro entre o Kirk e o Spock vindo do futuro simplesmente pela muito improvável coincidência. Kirk não só caiu no mesmo planeta onde se encontrava Spock (o que até é explicável dentro do contexto do filme), como na mesma parte do planeta (o que já é mais difícil de explicar).

Penso que é um filme que agradará aos fãs do franchise (se bem que estes terão que se ajustar um pouco, já que Star Trek XI se foca mais na acção e menos no argumento, exactamente o contrário das séries e filmes anteriores) com as suas inúmeras referências à história canónica do universo, mas que não deixa de fora os restantes espectadores, até porque aqui o enredo e os sentimentos que o filme invoca estão mais próximos dos "blockbusters" "mainstream" do que em qualquer Star Trek anterior.
Fico curioso para ver como a história deste universo alternativo se desenvolverá no futuro. Infelizmente, ainda tenho muito que esperar, pois o próximo filme tem estreia marcada apenas para Maio de 2013.

sábado, 23 de julho de 2011

Doctor Who - Blink (2007)


Apesar de ser um episódio "Doctor Light", este é um dos melhores de sempre. Escrito pelo "The Moff" (Steven Moffat, actual escritor principal da série e um dos melhores autores para tv da actualidade) venceu um prémio Hugo, e com razão. É um dos mais assustadores episódios da série (senão o mais assustador) e também um dos mais bem escritos e pensados. Os "inimigos da semana" são uns dos mais interessantes que já vi em tv, o que é um grande elogio já que, ao fim de contas, são estátuas (que se movem quando não são observadas e "matam" os adversários mandando-os para o passado e deixando a passagem do tempo fazer o trabalho sujo). Mas sem dúvida que o ponto mais forte é o desenvolvimento da história, a forma como vamos recebendo as pistas, como coisas que à primeira vista não fazem sentido vão sendo explicadas e como, no fim, tudo se junta para nos entregar um final mais que satisfatório.

Recomendo fortemente que vejam este episódio, sejam fãs da série ou não, se bem que ficam avisados que não está livre da "campiness"  típica de Doctor Who (que nem todos estão preparados para aceitar). Ao fim e ao cabo, mesmo no seu melhor, Doctor Who não é Battlestar Galactica (se é isso é bom, mau ou indiferente deixo que cada um decida).

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O Mundo Perdido


Um clássico da literatura fantástica, "O Mundo Perdido" é a primeira história do prof. Challenger. Apesar de não ser tão famoso como uma certa outra personagem do mesmo autor, diz-se que Conan Doyle gostava mais do irascível professor era o seu favorito. Não é complicado perceber porquê. Já quando era miúdo e li este livro pela primeira vez a caracterização da personagem me atraiu bastante, em especial as constantes discussões com o professor Summerlee.
A história em si está cheia de descrições excelentes (as descrições do que os quatro aventureiros vêem durante a viagem pela selva amazónica é particularmente interessante) e locais fenomenais (locais como pântano dos peterodáctilos ficarão para sempre na minha memória) e termina num twist que, embora não seja totalmente inesperado, foge um pouco ao tradicional final feliz.
O livro está recheado de pequenos factos científicos, apesar de, em algumas instâncias, particularmente no que diz respeito à descrição da vida pré-histórica, se encontrarem condicionados pelos conhecimentos da época. Isto, por outro lado, dá-nos hoje uma interessante visão de como a Ciência e os homens viam o mundo há cem anos atrás.

É um livro que gostei de ler em miúdo e gostei ainda mais de reler em adulto. Entretanto, já tenho mais dois livros de Conan Doyle há espera de serem lidos: "The Maracot Deep" (aka "O Mundo Perdido Debaixo do Mar") e "O Dia em que Mundo Gritou" (que inclui os contos "O Dia em que o Mundo Gritou" e " A Máquina de Desintegração" mais a noveleta "Cinturas Venenosas"). Espero que me dêem tanto prazer como este livro.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Zeerust ou o Futuro Antiquado

Aqui ficam algumas imagens que encontrei neste site enquanto procurava inspiração para um conto a submeter à antologia Lisboa Electropunk

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domingo, 19 de junho de 2011

A Guerra dos Mundos (1953) - O meu primeiro filme de fc


É provável que tenha visto filmes de fc antes, mas este é o primeiro de que me recordo. Foi num fim de tarde de Verão, mais ou menos por esta altura, no rés-do-chão da casa dos meus pais, que na altura era muita escura, pois não tinha janelas, numa velha televisão a preto e branco. Era muito novo, acho que ainda nem andava na escola, e fiquei aterrorizado. A própria ideia da invasão, as naves invulneráveis, a cena em que mostravam como os marcianos nos viam, o marciano morto a cair da nave, tudo isto me deixou várias noites sem dormir.

Voltei a ver o filme anos depois, já a cores. Claro que não me pareceu tão assustador, mas um novo elemento chamou-me à atenção: as naves que substituíram os tripodes originais, que são incrivelmente realistas para a altura. Eu diria que, até certo ponto, são icónicas da fc da época.

É um filme que hei-de rever não tarda e recomendo a todos que nunca o viram que o façam. Acreditem, adaptações mais recentes (em particular a do Spielberg) vão fazer um pouco mais de sentido.