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sábado, 19 de julho de 2014
"The Sensorites" "Doctor Who" (1964)
Os fãs da nova série do Doctor Who poderão lembrar-se de uma referência feita no episódio "Planet of the Ood" a um planeta chamado "Sense-Sphere". É nesse planeta que se passa este seriado da série clássica, transmitido 44 anos antes.
Esta é uma das minhas histórias favoritas do primeiro doutor. Ao contrário do que acontece com outros seriados de seis episódios, aqui não existem episódios pouco relevantes só para encher a programação. O guião é dos melhores desta época com uma pequena conspiração que se vai revelando aos poucos e um final bastante interessante e algo surpreendente. O trabalho de cenografia também é excelente e confesso que houve vários cenários que me fascinaram, enquanto os actores fazem um trabalho competente, sendo, como é usual, Carole Ann Ford (a neta do Doutor) o elo mais fraco. Até o desenho dos alienígena (os "sensorites" do título) está relativamente bem feito se tivermos em contas as limitações da época e a sua primeira aparição chega a ser assustadora..
Se só poderem ver um episódio do primeiro Doutor, recomendo que seja este.
sábado, 14 de setembro de 2013
"The Keys of Marinus" "Doctor Who" (1964)
"The Keys of Marinus" é o quinto seriado da famosa e longeva série de fc britânica "Doctor Who". Na minha opinião, este é o seriado em que a série encontra o seu ritmo e a sua identidade. Se os seriados anteriores já tinham imensos elementos que aprendemos a associar a "Doctor Who", este é o primeiro que se apresenta como indubitavelmente "Who" (podemos defender que isto já ocorreu no seriado anterior "Marco Polo", mas como "Marco Polo" é um dos famosos episódios perdidos, que só se encontra disponível na forma de 30 minutos de fotografias acompanhadas por uma faixa áudio, é difícil dizer com certeza).
O seriado foi escrito por Terry Nation, o criador dos infames Daleks e autor do segundo seriado "The Daleks", e penso que aqui ele faz um trabalho superior ao da sua primeira tentativa, com a qual confesso que fiquei um pouco desiludido. A escrita é competente, por vezes até genial, e também confirmamos o que já parecia ser o principal talento de Terry: a criação de locais diferentes e extremamente imaginativos. Se em "The Daleks" tivemos uma floresta de pedra com animais metálicos em que os predadores caçavam através de magnetismo, aqui temos vários ambientes diferentes, dos quais destaco a ilha cercada por um oceano de ácido que se encontra sob ataque de inimigos que viajam em submarinos de vidro.
Infelizmente, este seriado, como uma boa parte dos episódios clássicos, está recheado de falhas de efeitos especiais e continuidade. Carole Ann Ford continua a ser o elo mais fraco no elenco, mas os restantes actores fazem um papel competente (se, obviamente, compensar-mos o estilo de representação da época, bem diferente da actual). A cenografia continua genial e é um dos elementos que mais apreciei.
"The Key of Marinus" rapidamente se tornou um dos meus seriados favoritos da série clássica de "Doctor Who". Despertou em mim um sentido de aventura que só "Doctor Who" consegue. Obrigatório para todos os fãs da série clássica e para os amantes da fc televisiva.
sábado, 27 de julho de 2013
"An Unearthly Child" "Doctor Who" 1963
Já há alguns anos, praticamente desde que comecei a ver a nova série do Doctor Who, que tenho andado para ver a série original. Finalmente, no mês passado, para ajudar a passar a espera até sair a caixa com a sétima época completa da nova série, decidi gastar 10£ na caixa com os quatro primeiros seriados (para quem não sabe, a série original Doctor Who era quase completamente constituída por seriados de vários episódios com 25 minutos cada um) de sempre. Dou o dinheiro por muito bem empregue (aliás, já encomendei o dvd com quinto seriado).
"An Unearthly Child" é o primeiro seriado, aquele que introduziu alguns dos elementos mais icónicos da série. É verdade que os efeitos especiais estão datados, algo que não me incomodou muito pois estou habituado a ver velhos filmes de fc, e as prestações dos actores (com a possível excepção de William Hartnel, que interpreta o Doutor) chega a ser sofrível, mas ainda assim vale bem a pena ver, e não só pela sua importância histórica. O seriado está razoavelmente bem escrito e a cenografia é genial. Mais importante, provocou-me a mesma sensação de deslumbramento que qualquer episódio da nova série.
Convém, porém, salientar que a série, nesta altura, era bem diferente da nova. Os elementos básicos estão lá, mas o humor é muito menos predominante. O doutor nada tem a ver com as suas últimas três encarnações, quer na idade, quer em temperamento, chegando mesmo a ser cruel (se bem que ouvi dizer que ele "amolece" nos próximos seriados). E não há chave de fendas sónica.
Como o primeiro seriado de sempre de Doctor Who, "An Unearthly Child" é de visionamento obrigatório para os fãs maiss fervorosos da série e para os amantes da história da FC em televisão.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Uma Aventura no Espaço e no Tempo
Já está a ser filmado o telefilme "An Adventure in Space and Time", criado para festejar os cinquenta anos da série britânica Doctor Who. Trata-se de um drama que contará a história da criação desta série, um dos programas de tv com mais longevidade e que influenciou todo o tipo de artistas, dos Iron Maiden ao Neil Gaiman. Obrigatório para todos os fãs da série, de fantástico e de tv em geral.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Doctor Who - A Christmas Carol (2010)
Vi pela primeira vez este episódio, o especial de Natal de 2010 do Doctor Who, no final do Verão e prometi a mim mesmo nessa altura revê-lo quando a época natalícia chegasse. Foi o que fiz, e desconfio que se juntará ao meu rol de tradições natalícias.
De todos os especiais de natal de todas as séries que já vi, este é provavelmente do que mais gostei. É praticamente impossível não nos sentirmos novamente uma criança durante estes 60 minutos passados à frente da televisão, tão maravilhosos são, mas mesmo se desligarmos a nossa criança interior continua a ser um episódio brilhante.
Como o próprio título indica, a história é baseada no clássico de Dickens, cuja estrutura se adapta particularmente bem ao Doctor Who devido ao uso de viagens no tempo, e encontra-se extremamente bem contada, mostrando uma vez mais porque Steven Moffat é considerado um dos melhores escritores para televisão da actualidade. Todo o ambiente é bastante imaginativo, até para os padrões do Doctor Who. As prestações dos actores é competente, até a da inexperiente Katherine Jenkins, mas o veterano Michael Gambon destaca-se e o seu Kazran Sardick é uma das memoráveis personagens de todo o Doctor Who. A banda sonora é excelente, melhor que a de uma boa parte dos filmes que têm passado nos cinemas, e o mesmo pode ser dito da cenografia, da cinematografia e dos efeitos especiais.
É um episódio que merece ser visto por todos os fãs da série, e acredito que poderá impressionar até os não fãs. Recomendo-o vivamente.
sábado, 5 de novembro de 2011
Doctor Who - Tooth and Claw (2006)
Este episódio de Doctor Who tem um significado especial para mim. Não foi o primeiro da série que vi (foi o terceiro), mas foi aquele que me conquistou e me fez fã. É verdade que, em retrospectiva, não é um dos melhores da série, nem um dos mais imaginativos. Na realidade, é uma história de lobisomens bastante vulgar, com o tradicional "twist" alienígena típico de Doctor Who. Porém, o ambiente está muito bem conseguido, assim como uso dos tropos e clichés deste género histórias (e conta com uma boa dose do humor que aprendemos a esperar desta série, que não se leva muito a sério). Penso que foi isto que me conquistou e me permitiu passar a olhar para o Doctor Who com outros olhos, tornando esta série que eu via com indiferença numa das minhas favoritas. Até já ando à procura dos dvds com os velhinhos episódios a preto e branco.
sábado, 23 de julho de 2011
Doctor Who - Blink (2007)
Apesar de ser um episódio "Doctor Light", este é um dos melhores de sempre. Escrito pelo "The Moff" (Steven Moffat, actual escritor principal da série e um dos melhores autores para tv da actualidade) venceu um prémio Hugo, e com razão. É um dos mais assustadores episódios da série (senão o mais assustador) e também um dos mais bem escritos e pensados. Os "inimigos da semana" são uns dos mais interessantes que já vi em tv, o que é um grande elogio já que, ao fim de contas, são estátuas (que se movem quando não são observadas e "matam" os adversários mandando-os para o passado e deixando a passagem do tempo fazer o trabalho sujo). Mas sem dúvida que o ponto mais forte é o desenvolvimento da história, a forma como vamos recebendo as pistas, como coisas que à primeira vista não fazem sentido vão sendo explicadas e como, no fim, tudo se junta para nos entregar um final mais que satisfatório.
Recomendo fortemente que vejam este episódio, sejam fãs da série ou não, se bem que ficam avisados que não está livre da "campiness" típica de Doctor Who (que nem todos estão preparados para aceitar). Ao fim e ao cabo, mesmo no seu melhor, Doctor Who não é Battlestar Galactica (se é isso é bom, mau ou indiferente deixo que cada um decida).
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