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sábado, 10 de dezembro de 2011

Solomon Kane (2009)


Esquecendo as inevitáveis diferenças que existem entre o Solomon Kane do filme e dos contos de Robert E. Howard, atrevo-me a dizer que este é um dos melhores filmes "pulpish" dos últimos anos. Não que seja um marco da história do cinema ou sequer um grande filme, mas, na minha opinião, encontra-se bem acima de outros mais conhecidos dentro do género, como "Clash of the Titans" ou "Van Helsing". A história não é excepcional, se bem que é mais do que a usual desculpa para colar as diferentes cenas de luta e/ou efeitos especiais, e permite desenvolver os dois elementos que realmente distinguem este filme dos outros do género.
O primeiro destes elementos é o desempenho de James Purefoy como Solomon Kane, provavelmente o melhor trabalho que já vi dele. Purefoy mostra-nos uma personagem tridimensional, cheia de conflictos internos, dúvidas, incertezas e sentimentos variados.
O segundo é o ambiente. Apesar do filme se passar na Inglaterra de Isabel I, o ambiente é brutalmente medieval, com uma abordagem de "sangue e lama" que raramente se vê no cinema hoje em dia. Tudo isto nos é mostrado com uma cinematografia que me parece bem acima da média.
Apenas o fim me deixou um certo dissabor, se bem que não consigo apontar exactamente o porquê. Talvez devido ao demónio em cgi, que parece deslocado num filme com este ambiente, mas não tenho a certeza.

Este é um filme que recomendo vivamente aos amantes dos filmes de acção com um "feel" das velhas histórias "pulp". Garanto que não se irão desiludir.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Hora do Dragão


"Hour of the Dragon" é, sem dúvida, a minha história favorita do Conan. Um grupo de rivais tenta depor Conan do trono de Aquilonia e, para esse fim, despertam o ancestral necromante Xaltotun. Depois de uma batalha inicial em que as suas forças são derrotadas, Conan parte numa enorme aventura para descobrir o único artefacto capaz de enviar Xaltotun de volta para a campa, o Coração de Ahriman. É incrível a quantidade de ambientes pela qual o nosso bárbaro favorito passa, as aventuras que vive, os monstros que derrota e as situações porque passa. Acreditem, acontece mais nestas duzentas e poucas páginas que em muitas sagas de fantasia com dez livros. E, ainda mais surpreendente, em nenhum momento senti que a história estava a ser apressada. Tudo se passa ao ritmo certo.

Não sei se nos livros do Conan publicados pela Saída de Emergência se pode encontrar esta história, pois eu li a versão do fantasy masterworks, vista acima, e que inclui muitos outros contos (já agora, também recomendo a "The Phoenix on the Sword"), mas merece ser lida por todos os fãs de fantasia, especialmente os amantes de sword and sorcery.

E, ao falar desta novela, não posso deixar de vos mostrar a incrível figura do Xaltotun criada pela Macfarlane's Toys.