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sábado, 23 de agosto de 2014

Cheguei ao Scoop.it!

Como alguns já devem ter reparado, agora tenho uma conta no Scoop.it! com dois tópicos.

Journeys of the Sorcerer será dedicado ao fantástico, à escrita, à cultura "geek" e outros interesses meus afins.

O IT será dedicado às tecnologias de informação, em especial ao software "open source", mas não só.

Para os verem e até seguirem, basta clicar nos links acima.

domingo, 26 de janeiro de 2014

A Escrita e o Software Livre - Ferramentas "Open Source" para Escritores

Como utilizador quase exclusivo de software "Open Source", já tive a oportunidade de experimentar vários programas livres que serão úteis para escritores. Aqui ficam alguns:

LibreOffice - Um processador de texto é uma ferramenta essencial para um escritor, nem que seja só para ajudar a formatar o texto final. O Libreoffice é, actualmente, o processador de texto "Open Source" com mais funcionalidades. Embora não traga algumas das funcionalidades mais avançadas do MS Office, será mais do que suficiente para as necessidades de um escritor de ficção. O suporte para documentos .doc e .docx não está ainda a 100%, mas um escritor de ficção geralmente não precisa de formatação demasiado complexa, por isso não deverão ter qualquer problema. Se o usarem, aconselho-vos veementemente a ler o manual (se bem que o mesmo se aplica independentemente do processador de texto que usem). Coisas como os estilos, os modelos, o texto automático ou o "auto-complete" podem ajudar-vos a aumentar a vossa produtividade se as souberem usar. Se precisarem, podem encontrar correctores ortográficos para português europeu (pré e pós acordo ortográfico) no projecto Natura.

CoGrOO - Um corrector gramatical do Openoffice/Libreoffice para português brasileiro que pode, através de um truque não muito elegante, funcionar para português europeu. Como qualquer corrector gramatical, não é perfeito, mas pode ajudar em alguns casos pontuais.

Sonar - Um programa que vos ajuda a organizar os textos enviados para projectos/editoras. Com ele, nunca se irão se esquecer quando e para onde enviaram o vosso material.

Scribus - Um software de DTP que vos pode ajudar a preparar uma fanzine ou um romance auto-publicado. Não estará ao nível do InDesign, mas recomendo que dêem uma vista de olhos.

Celtx - Um programa profissional desenhado para a ajudar a escrever guiões, mas que também tem funcionalidades que podem ser úteis para contistas e novelistas. Não se deixem enganar pelo free trial que aparece na página oficial. Este só se aplica às funcionalidades online, o programa desktop é de uso livre.

PyRoom - Um processador de texto para aqueles que odeiam distracções. Aqui não há menus nem uma miríade de funcionalidades a implorar por atenção, são só vocês e o texto.

Os programas de que falo acima são apenas alguns exemplos de software "Open Source" útil para escritores. Mesmo fora das categorias mencionadas, existem muitos outros, como software de notas, "mind mapping" ou de gestão de pesquisa.

Se costumam usar algum que não foi mencionado, não hesitem em deixar a dica nos comentários.

sábado, 16 de março de 2013

A Escrita e o Software Livre

Farto do Windows e não sendo fã da estética Apple, há alguns anos decidi adoptar o Linux como meu único sistema operativo e nunca mais olhei para trás. Cerca de 80% do software que uso hoje é livre, sendo o restante 20% software proprietário, mas disponível gratuitamente de forma legal. Mas esta mudança trouxe alguns desafios a nível da escrita, nomeadamente no que diz respeito ao envio de ficheiros para os diferentes projectos em que tenho participado.

Geralmente, a ferramenta mais importante para um escritor é o processador de texto, e normalmente usam um incluído num "office suite". A maior parte das pessoas prefere usar uma versão pirata do Microsoft Office (o "office suite" mais popular), porém, tenho notado um interesse e uso crescente (se bem que tímido) do Libreoffice e do Openoffice (os mais populares "office suites" de código aberto), não só em Linux, mas também em Windows e Mac OS X. Pessoalmente, uso o Libreoffice, que faz tudo o que preciso, mas também trás alguns problemas a nível do formato dos ficheiros. Embora seja capaz de criar ficheiros .docx (o standard actual no Microsoft Office), não o faz particularmente bem, podendo criar vários problemas (são demasiados para enumerar) quando abertos no Word. Como tal, editores e organizadores de publicações deviam coibir-se de exigir em exclusivo este formato ficheiro, sobe pena de excluírem utilizadores de software livre. Os antigos ficheiros . doc serão uma boa escolha (o Libreoffice e o Openoffice podem ter alguma dificuldade a salvar ficheiros mais complexos neste formato, mas como a maioria dos autores de ficção só precisam, na pior das hipóteses, de alguma formatação básica, em princípio não terão problemas) e os .rtf ainda melhor. O ideal, porém, será fazerem como faz, por exemplo, a nanozine, e aceitar ficheiros .odt, o default da maior parte de "office suites" de código aberto, e que o Microsoft Office é capaz de abrir desde o Service Pack 2 da versão 2007.

Mas se o problema do formato de ficheiros é relativamente óbvio (razão pela qual muitas publicações só aceitam ficheiros.rtf), existe uma outra questão menos óbvia, mas igualmente (ou mais) importante: a das fontes. Como muitos saberão, a fonte que o Microsoft Office agora usa por defeito é a Calibri, razão pela qual já existem algumas publicações que exigem o uso desta fonte nos manuscritos que lhes são enviados. Os termos de uso da fonte Calibri (e de outras introduzidas na mesma altura), porém, possui termos de uso muito restritos, não sendo permitido o seu uso fora de aplicações da Microsoft. Isto cria um problema não só a utilizadores de Linux, mas também aos de Mac OS X que não tenham a versão para Mac do MS Office, pois, embora não seja difícil arranjar a fonte para estes sistemas e usá-la num "suite" de código aberto, são obrigados a cometer uma ilegalidade para cumprir os requisitos dsa publicações. Neste caso, deviam exigir fontes como a "Times New Roman" que, embora pertença à Microsoft, tem termos de uso mais permissivos e são triviais de instalar em sistemas operativos que não pertencem à Microsoft.

Espero que este meu post sirva de alerta para os editores e, assim, ajude a destruir algumas das barreiras que impedem os escritores de trabalhar com software livre.