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domingo, 10 de agosto de 2014

Drácula (TV) (2013)


Antes de mais, convém salientar que esta série não é uma adaptação do romance de Bram Stoker. Há mudanças significativas à história e até de género, já que de terror pouco encontrei, à excepção de uma ou outra cena que dá mais ênfase ao "gore".

Porém, se conseguirmos ultrapassar isto, encontramos uma série relativamente bem escrita, com valores de produção elevados e interpretações, no geral, competentes.

Aqui, Drácula alia-se ao seu némeris, Van Helsing, para se vingar daqueles que mataram os entes queridos de ambos. Embora nenhum deles esteja acima de fazer uso de violência, o plano deles é destruir economicamente os inimigos, com uma tecnologia capaz de substituir os combustíveis fósseis. Isto traz à história um elemento steampunk (electropunk?) que certamente irá apelar aos fãs do género.

Antes que comecem a ver série, porém, tenho de avisar-vos que esta já foi cancelada e, infelizmente, termina num "cliffhanger". Merecia, pelo menos, um final melhor, se não mais uma época.

Contudo, se não se importarem com o final indefinido, acho que merece ser vista.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Convidado de Drácula e Outras Histórias


Ano passado, lembrei-me de reler outro clássico da minha juventude: Drácula. Por coincidência, encontrei o livro mostrado em cima, que, para além do romance clássico de Bram Stoker, trazia também vários contos da sua autoria (incluindo quatro nunca antes publicados).
A história que dá nome a esta antologia "extra", "Dracula's Guest" é uma história interessante, com o mesmo estilo e espírito do romance original. Dizem que que foi um capítulo cortado do início de "Dracula", mas se isso é verdade, teria sido de uma versão mais antiga do romance, pois não se liga a este de forma muito óbvia. Também não é o meu conto favorito do conjunto.
Apreciei muito mais, por exemplo, a história de fantasmas "Judge's House", tradicional e interessante, ou a tragédia "The Coming of Abel Behenna", com um final capaz de chocar qualquer pessoa, ou o curioso "A Dream of Red Hands", com uma resolução muito bem pensada. Os restantes não serão merecedores de destaque, mas o único que me pareceu realmente fraco foi o "Chain of Destiny".


Se virem este livro na fnac, não deixem de o comprar. Por menos de 5€, é quase obrigatório.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Dracula (1931)


Baseado numa peça de 1924, este é o clássico dos clássicos no que diz respeito aos filmes do drácula, tendo sido o primeiro autorizado pela viúva de Stoker.
Filmado nos primórdios da era do som, ainda se notam vários tiques do cinema mudo (em especial os gestos e expressões exageradas), mas não é por isso que deixa de merecer ser visto. O ambiente, especialmente nas primeiras duas partes, está muito bem conseguido e o desempenho de Dwight Frye como Renfield consegue convencer-nos da loucura do personagem. Mas é Bella Lugosi quem rouba todo o protagonismo. A sua presença e forma de representar é de tal forma marcante que nos consegue fazer levar a sério o seu sotaque húngaro, mesmo após o termos visto imitado e parodiado inúmeras vezes ao longo dos anos.

Apesar de se afastar bastante do livro de Stoker, merece ser visto por todos os fãs de vampiros e fantástico. Este filme (juntamente com o Nosferatu de 1922) influenciou mais o mito do vampiro como o conhecemos do que o livro em que é baseado (ou, já agora, que o "The Vampyre" de Polidori ou o "Varney the Vampire" de Rymer/Prest).


Uma Curiosidade - Existe uma versão em espanhol deste filme, filmada com outros actores, mas na mesma altura e no mesmo estúdio, que é por vezes considerada superior a esta, já que era filmada durante a noite e a equipa podia ver e corrigir os erros feitos durante o dia, no filme principal.