sábado, 23 de março de 2013

Entrevista no blogue da fanzine Fénix

Já se encontra disponível no blogue da fanzine Fénix uma entrevista comigo, a primeira que alguma vez dei. Dêem uma olhadela e digam-me o que acham.

sábado, 16 de março de 2013

A Escrita e o Software Livre

Farto do Windows e não sendo fã da estética Apple, há alguns anos decidi adoptar o Linux como meu único sistema operativo e nunca mais olhei para trás. Cerca de 80% do software que uso hoje é livre, sendo o restante 20% software proprietário, mas disponível gratuitamente de forma legal. Mas esta mudança trouxe alguns desafios a nível da escrita, nomeadamente no que diz respeito ao envio de ficheiros para os diferentes projectos em que tenho participado.

Geralmente, a ferramenta mais importante para um escritor é o processador de texto, e normalmente usam um incluído num "office suite". A maior parte das pessoas prefere usar uma versão pirata do Microsoft Office (o "office suite" mais popular), porém, tenho notado um interesse e uso crescente (se bem que tímido) do Libreoffice e do Openoffice (os mais populares "office suites" de código aberto), não só em Linux, mas também em Windows e Mac OS X. Pessoalmente, uso o Libreoffice, que faz tudo o que preciso, mas também trás alguns problemas a nível do formato dos ficheiros. Embora seja capaz de criar ficheiros .docx (o standard actual no Microsoft Office), não o faz particularmente bem, podendo criar vários problemas (são demasiados para enumerar) quando abertos no Word. Como tal, editores e organizadores de publicações deviam coibir-se de exigir em exclusivo este formato ficheiro, sobe pena de excluírem utilizadores de software livre. Os antigos ficheiros . doc serão uma boa escolha (o Libreoffice e o Openoffice podem ter alguma dificuldade a salvar ficheiros mais complexos neste formato, mas como a maioria dos autores de ficção só precisam, na pior das hipóteses, de alguma formatação básica, em princípio não terão problemas) e os .rtf ainda melhor. O ideal, porém, será fazerem como faz, por exemplo, a nanozine, e aceitar ficheiros .odt, o default da maior parte de "office suites" de código aberto, e que o Microsoft Office é capaz de abrir desde o Service Pack 2 da versão 2007.

Mas se o problema do formato de ficheiros é relativamente óbvio (razão pela qual muitas publicações só aceitam ficheiros.rtf), existe uma outra questão menos óbvia, mas igualmente (ou mais) importante: a das fontes. Como muitos saberão, a fonte que o Microsoft Office agora usa por defeito é a Calibri, razão pela qual já existem algumas publicações que exigem o uso desta fonte nos manuscritos que lhes são enviados. Os termos de uso da fonte Calibri (e de outras introduzidas na mesma altura), porém, possui termos de uso muito restritos, não sendo permitido o seu uso fora de aplicações da Microsoft. Isto cria um problema não só a utilizadores de Linux, mas também aos de Mac OS X que não tenham a versão para Mac do MS Office, pois, embora não seja difícil arranjar a fonte para estes sistemas e usá-la num "suite" de código aberto, são obrigados a cometer uma ilegalidade para cumprir os requisitos dsa publicações. Neste caso, deviam exigir fontes como a "Times New Roman" que, embora pertença à Microsoft, tem termos de uso mais permissivos e são triviais de instalar em sistemas operativos que não pertencem à Microsoft.

Espero que este meu post sirva de alerta para os editores e, assim, ajude a destruir algumas das barreiras que impedem os escritores de trabalhar com software livre.

sábado, 9 de março de 2013

"Lisboa no Ano 2000" em Portugal e Lá Fora


A antologia "Lisboa no 2000", que inclui um conto meu intitulado "Fuga", tem aparecido na imprensa portuguesa e em blogues cá dentro e lá fora. Foi mencionada na revista Time Out Lisboa e, mais recentemente, teve direito a um artigo de três páginas no Diário de Notícias. Isto para não falar na ida do organizador, João Barreiros, à TVI24 para apresentar a antologia (infelizmente, o vídeo não se encontra disponível online).

Mas também lá fora se fala nela, mais precisamente no blogue Of Blog.

Finalmente, há relativamente pouco tempo, também foi publicada no blogue Bela Lugosi is Dead uma crítica à antologia.

Conto da minha autoria na "Fénix n.º2"


Já se encontra disponível o número 2 da fanzine "Fénix", que inclui um conto da minha autoria intitulado "Uma Demanda Literária". Para saberem como a adquirir vejam aqui.

Entretanto, no blogue jakolta já podem encontrar uma crítica a este número.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Uma Aventura no Espaço e no Tempo


Já está a ser filmado o telefilme "An Adventure in Space and Time", criado para festejar os cinquenta anos da série britânica Doctor Who. Trata-se de um drama que contará a história da criação desta série, um dos programas de tv com mais longevidade e que influenciou todo o tipo de artistas, dos Iron Maiden ao Neil Gaiman. Obrigatório para todos os fãs da série, de fantástico e de tv em geral.

domingo, 20 de janeiro de 2013

O Hobbit: Uma Viagem Inesperada (2012)


Sendo eu um grande fã dos três filmes da trilogia "O Senhor dos Anéis" (já os vi incontáveis vezes), para não falar dos livros, fui ver este filme ao cinema assim que pude. No geral, não desilude, mas confesso que não me entusiasmou tanto como os filmes de "O Senhor dos Anéis".

O tom deste filme é bem diferente, mais ligeiro e cómico, do da trilogia original, o que, para mim, tornou o filme menos envolvente e não me permitiu transportar para a Terra Média com tanta facilidade, embora melhore na segunda parte. Mesmo visualmente, existem diferenças notáveis quando comparado com a trilogia, o que arruína a ilusão de continuidade. Dito isto, os efeitos especiais estão brilhantes, provavelmente melhores que os de "O Senhor dos Anéis", e o filme está recheado de momentos memoráveis que se repetiram na minha cabeça durante vários dias depois de o ver.

A história, por seu lado, pareceu-me bem contada e, ao contrário do que eu receava, dado que "O Hobbit" é um livro relativamente pequeno, e sendo este filme apenas a primeira parte, não pareceu "esticada" nem recheada com palha. De facto, pareceu-me que este filme tinha menos cenas de paisagens que os filmes anteriores (não que eu me queixe quer de uma forma quer de outra).

A maior desilusão do filme, para mim, foi a banda sonora. Embora criada por Howard Shore, o mesmo compositor que trabalhou na trilogia "O Senhor dos Anéis", não a achei, nem de perto nem de longe, tão memorável. Porém, isto talvez se deva à estrutura do filme, que não se presta tanto ao uso de "leitmotifs".

No geral, não gostei tanto deste filme como dos três de "O Senhor dos Anéis", e atrevo-me até a dizer que não é um filme tão bom. Por outro lado, é extremamente divertido de ver, e junta-se sem dúvida à lista dos melhores filmes de fantasia de sempre. Um filme obrigatório para todos os fãs de fantástico, mas que, devido ao seu conteúdo mais ligeiro e cómico e às inúmera cenas "over the top" agradará também não fãs.


sábado, 19 de janeiro de 2013

Antologia "Lisboa no Ano 2000" já disponível nas livrarias


A antologia  "Lisboa no Ano 2000", que inclui o meu conto "Fuga", já se encontra disponível nas livrarias. Os interessados poderão um excerto de cerca de 100 página aqui.