domingo, 15 de julho de 2012
Fantástico na Rua
Uma rua que encontrei durante um passeio em Caminha. Já imaginaram o que é ter de dar esta morada a alguém?
sábado, 7 de julho de 2012
Os Salteadores
Este é o quarto conto do livro de Lord Dunsany "A Espada de Welleran e Outras Histórias" e um dos meus favoritos deste tomo. Nesta curta história, Dunsany, no seu estilo inconfundível, consegue invocar imagens bastante vividas na mente do leitor, criando um ambiente perfeito para a narrativa. Esta, embora simples, está bem escrita, pensada e estruturada, com várias cenas memoráveis (especialmente a inicial) e entusiasmantes e um final com uma boa dose de ironia. Recomendo vivamente a sua leitura.
Este conto, juntamente com o resto da antologia, pode ser encontrada no Projecto Gutenberg em vários formatos digitais.
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sábado, 23 de junho de 2012
Final Liberation
Um dos muitos espectaculares jogos de estratégia por turnos criados pela (infelizmente defunta) SSI, Final Liberation foi o jogo que me deu a conhecer o universo sombrio de Warhammer 40,000. O aspecto vincadamente gótico-futurista deste universo era diferente de tudo o que eu havia visto até então e, juntamente com a sua história de fundo extremamente negra, marcou o meu imaginário até aos dias e hoje.
Em termos de jogo, temos uma enorme quantidade de unidades para comprar e controlar durante a campanha, constituída por cenários diversificados com vários tipos de ambiente. Contudo, e embora o jogo seja bastante interessante, divertido e viciante, o que verdadeiramente me fascinava nele era a biblioteca que incluía. Nela, descrevia-se com algum detalhe as várias facções e todas as unidades, um verdadeiro deleite para a minha mente de catorze anos.
Apesar de já ser um jogo antigo (saiu em 1997) ainda lhe pego naqueles raros dias em que não apetece fazer nada. Se estiverem curiosos, procurem-no na net. Não é muito difícil de encontrar.
domingo, 3 de junho de 2012
Fantasy & Co
Um novo projecto que pretende divulgar a literatura fantástica portuguesa. Podem encontrar o blog aqui.
A Jóia Encantada
Este é o terceiro livro da Trilogia das Planícies Geladas de R.A. Salvatore, onde somos levados para longe do frio do Norte para os desertos de Calimshan e o porto de Calimport. Aqui, não só temos a oportunidade de ver Drizzt e os seus companheiros num ambiente diferente do que fomos até aqui habituados, mas também visitamos a cidade de origem do halfling Regis e do arqui-inimigo de Drizzt, Artemis Entreri.
Na minha opinião, as interacções do assassino (e os seus pensamentos) num ambiente que lhe é familiar são a parte mais interessante de todo o livro. Algumas das cenas com Artemis Entreri são extremamente memoráveis, em especial as finais. Regis também desempenha um papel interessante, mas, de resto, este livro não é mais do que uma aventura tradicional de fantasia (o que não é necessariamente mal, até porque tem as fantásticas descrições de combate de Salvatore) onde são apresentadas algumas das personagens recorrentes da saga.
Calimport também merece algum destaque, pois está muito bem concebida. Sente-se mesmo que é um local perigoso, controlado pelo crime organizado.
É um livro que vale a pena ler para quem está a acompanhar a saga, mas não se encontra no meu top 5 de histórias do Drizzt, nem é, tampouco, uma leitura obrigatória para os apreciadores mais casuais.
"A Jóia Encantada" foi publicada em Portugal pela Saída de Emergência. Procurem esta capa na vossa livraria de eleição.
sábado, 2 de junho de 2012
Programa do colóquio sobre drácula e a literatura gótica já está disponível
Já está disponível o programa provisório do colóquio "Dracula and the Gothic in Literature, Pop Culture and the Arts" a decorrer no fim deste mês na Universidade do Minho. Podem encontrá-lo aqui.
sábado, 26 de maio de 2012
Conan, o Bárbaro (2011)
Foi com algum receio que comprei o dvd deste filme. Mesmo depois de o comprar, demorei quase dois meses a decidir investir o meu tempo a vê-lo. Felizmente, não dou esse tempo por perdido. Não que seja um bom filme. Mesmo dizer que é razoável parece-me um exagero. Contudo, penso que, em vários aspectos, é exactamente aquilo que devia ser.
Do filme do Conan de 1982 pouco tem. De facto, na minha opinião, o Conan de Jason Momoa está mais próximo do das histórias originais de Robert E. Howard que do Conan de Arnold Schwarzenegger ou daquele que aparece nas inúmeras adaptações para BD. Porém, as semelhanças ficam-se por aí, pois este filme não se baseia em nenhuma das histórias originais. De facto, o argumento não passa de uma história de fantasia genérica em que o protagonista se chama Conan mas se podia chamar qualquer outra coisa sem fazer nenhuma diferença.
Só quando posto lado a lado com as numerosas produções de "Sword and Sorcery" dos anos oitenta é que este filme mostra alguma valor (para aqueles demasiado jovens ou alheados da cena do cinema fantástico da altura, depois do sucesso do Conan o Bárbaro de 1982 surgiram inúmeros imitadores). Dessa perspectiva, temos tudo o que devíamos ter: vilões genéricos, feiticeiros malvados, uma demanda (e por vingança, ainda por cima), objectos mágicos, monstros, cenas de batalha exageradas, impossíveis, estúpidas, ridículas até, mas bastante divertidas de ver. Nem sequer faltam as cenas de nudez gratuita da praxe.
Honestamente, a única coisa que falta é aquele aspecto de produção com baixo orçamento, pois os efeitos especiais são, fora uma ou outra ocasião, competentes e os cenários chegam até a ser memoráveis.
Em resumo, como obra de cinema, este filme falha redondamente. De filme do Conan, pouco tem. Mas, se pensarmos nele como um tributo aos filmes de "Sword and Sorcery" dos anos oitenta, tem os seus méritos e, só por isso, até merece ser visto pelos fãs do género.
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