quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Nanozine n.º4


Já saiu a versão electrónica do último número da fanzine nanozine. Inclui vários contos de estreantes e não tão estreantes, como alguns ensaios, críticas e ilustrações. De destacar o especial Telmo Marçal, onde se inclui um poema, um conto e uma crítica ao livro de contos "As Atribulações de Jacques Bonhomme".

A revista também inclui um conto meu, "O Mestre Arquitecto". É logo o primeiro, não é difícil de encontrar. Visitem a página e leiam, ou, se preferirem, esperem pela edição em papel, que não deverá tardar.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Solomon Kane (2009)


Esquecendo as inevitáveis diferenças que existem entre o Solomon Kane do filme e dos contos de Robert E. Howard, atrevo-me a dizer que este é um dos melhores filmes "pulpish" dos últimos anos. Não que seja um marco da história do cinema ou sequer um grande filme, mas, na minha opinião, encontra-se bem acima de outros mais conhecidos dentro do género, como "Clash of the Titans" ou "Van Helsing". A história não é excepcional, se bem que é mais do que a usual desculpa para colar as diferentes cenas de luta e/ou efeitos especiais, e permite desenvolver os dois elementos que realmente distinguem este filme dos outros do género.
O primeiro destes elementos é o desempenho de James Purefoy como Solomon Kane, provavelmente o melhor trabalho que já vi dele. Purefoy mostra-nos uma personagem tridimensional, cheia de conflictos internos, dúvidas, incertezas e sentimentos variados.
O segundo é o ambiente. Apesar do filme se passar na Inglaterra de Isabel I, o ambiente é brutalmente medieval, com uma abordagem de "sangue e lama" que raramente se vê no cinema hoje em dia. Tudo isto nos é mostrado com uma cinematografia que me parece bem acima da média.
Apenas o fim me deixou um certo dissabor, se bem que não consigo apontar exactamente o porquê. Talvez devido ao demónio em cgi, que parece deslocado num filme com este ambiente, mas não tenho a certeza.

Este é um filme que recomendo vivamente aos amantes dos filmes de acção com um "feel" das velhas histórias "pulp". Garanto que não se irão desiludir.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Opiniões Vollüspa



Para quem ainda não sabe, a Vollüspa é uma antologia de literatura fantástica onde se reúnem contos de autores já estabelecidos no género (como Afonso Cruz, Pedro Ventura e Luís Filipe Silva) com outros menos experientes e com menos publicações. Nela inclui-se um conto meu, uma reedição de "O Último", originalmente publicado na Antologia Talentos Fantásticos 2009.

Ainda não tem data de saída, mas o editor/organizador Roberto Mendes já enviou versões electrónicas da mesma para vários blogs literários. Como tal, já começaram a aparecer várias opiniões pela net, das quais se seguem os links:

Falling Into Infinity

O Bug Cultural

Illusionary Pleasure (Esta inclui opiniões especificas de cada conto, incluindo do meu)

sábado, 12 de novembro de 2011

O Mundo Perdido no Fundo do Mar


Este é um dos últimos romances de Arthur Conan Doyle publicados. Apesar do título ser uma clara tentativa de ligar esta história à muito mais conhecida "O Mundo Perdido", do mesmo autor, são substancialmente diferentes. De facto, a única coisa que têm em comum é a exploração de um mundo desconhecido para a maior parte do mundo, se bem que mundos bem diferentes. Se em "O Mundo Perdido" se explora um planalto onde a natureza se manteve como era há milénios atrás, aqui exploramos os sobreviventes de um dilúvio que destruiu a Atlântida, uma raça tecnologicamente superior às que habitavam a superfície na época em que o autor viveu, levando este livro para o campo da ficção científica que a maioria dos leitores identifica com o género.
Como na maior parte de livros de FC com uma certa idade, temos aqui uma excelente oportunidade de perceber como as gentes da altura viam o futuro, falando de tecnologias que se vieram a tornar reais (como as lâmpadas florescentes e a energia nuclear) e outras que acabaram por ser desacreditadas (como a existência do éter).
A história em si possui várias passagens bastante interessantes e descrições inspiradoras, fáceis de visualizar e entusiasmantes, mas penso que a característica que mais salta à vista é a sua estrutura incomum. A fase de preparação, ao contrário do que ocorre na maior parte dos livros do género (incluindo "O Mundo Perdido"), em que ocupa vários capítulos para preparar e entusiasmar o leitor para o resto da história, é aqui despachada em poucas páginas. Além disso, a história não é contada de uma só vez, com os capítulos finais contando situações e detalhando certos pormenores que são ignorados na primeira iteração.

Não sendo, a meu ver, uma leitura essencial, é um livro que se lê bastante bem, até porque não é muito longo. Se o encontrarem, como eu, numa qualquer feira do livro por 1€, sugiro que o comprem. Acho que vale a pena.

P.S. - Como nota final, gostaria aqui de referir a tradução da Argonauta, uma das piores que me lembro de ler. Curiosamente, o tradutor foi o mesmo de "O Mundo Perdido", cuja tradução era mais do que aceitável.

sábado, 5 de novembro de 2011

Doctor Who - Tooth and Claw (2006)


Este episódio de Doctor Who tem um significado especial para mim. Não foi o primeiro da série que vi (foi o terceiro), mas foi aquele que me conquistou e me fez fã. É verdade que, em retrospectiva, não é um dos melhores da série, nem um dos mais imaginativos. Na realidade, é uma história de lobisomens bastante vulgar, com o tradicional "twist" alienígena típico de Doctor Who. Porém, o ambiente está muito bem conseguido, assim como uso dos tropos e clichés deste género histórias (e conta com uma boa dose do humor que aprendemos a esperar desta série, que não se leva muito a sério). Penso que foi isto que me conquistou e me permitiu passar a olhar para o Doctor Who com outros olhos, tornando esta série que eu via com indiferença numa das minhas favoritas. Até já ando à procura dos dvds com os velhinhos episódios a preto e branco.