quarta-feira, 20 de julho de 2011
The Cold Hand of Betrayal (antologia)
Este foi o primeiro livro que comprei da Black Library (editora que apenas publica tie-ins dos universos da Games Workshop) e cativou-me de tal forma que acabei por comprar vários outros livros desta editora. Sendo fã do jogo de miniaturas há mais de uma década, eu já conhecia o universo de Warhammer, mas a antologia deu-me uma visão do mundo e das personagens que nele habitam que os livros de exército nunca conseguiriam captar. Por outro lado, este é o primeiro da editora sobre o qual escrevo aqui porque penso que também será uma excelente introdução para os não iniciados começarem a sua leitura. Em particular, o conto "Small Mercy" consegue capturar em poucas páginas o espírito de todo este mundo, e recomendo que seja a vossa primeira leitura. Além deste, destaco também os contos "Son of the Empire", que tem uma "twist" interessantíssima a meio, e o "Kinstrife", que ilustra aquilo do que as pessoas são capazes quando lhes matam alguém próximo.
Outra característica interessante desta antologia é que nenhum conto acaba propriamente bem. Com ou sem twists, todos os protagonistas acabam pior do que começaram.
Não se deixem levar pelos preconceitos habituais contra livros tie-in de jogos e procurem este. Garanto-vos que não será o último da Black Library que comprarão.
sábado, 16 de julho de 2011
O Santo (1962-1969)
Juntamente com a "The Avengers" esta é uma das séries britânicas mais conhecidas no nosso país. E por uma boa razão.
Obviamente, não vi a série quando foi cá transmitida originalmente, pois ainda não tinha nascido. Só a apanhei na década passada, em reposições na RTP Memória. Mas vale bem a pena ver. Na minha opinião, Roger Moore está melhor nesta série que em qualquer um dos filmes do James Bond (e não só) em que eu o vi. Quase parece ter nascido para desempenhar o papel do Simon Templar (a personagem principal). No geral, as histórias são interessantes e o preto e branco amplia o charme de toda a série (nas primeiras épocas, pelo menos. A série passou a ser filmada a cores a partir da 5ª época). Outro elemento notável é o aspecto estilizado de toda a série, devido ao facto de ter sido filmada quase exclusivamente em estúdio. Um episódio passado na Escócia é especialmente memorável devido a isto.
Se tiverem a oportunidade, recomendo que vejam O Santo. Ultrapassem os preconceitos que existem actualmente sobre séries antigas a preto e branco. Vão ver que não se arrependem.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O Mundo Perdido
Um clássico da literatura fantástica, "O Mundo Perdido" é a primeira história do prof. Challenger. Apesar de não ser tão famoso como uma certa outra personagem do mesmo autor, diz-se que Conan Doyle gostava mais do irascível professor era o seu favorito. Não é complicado perceber porquê. Já quando era miúdo e li este livro pela primeira vez a caracterização da personagem me atraiu bastante, em especial as constantes discussões com o professor Summerlee.
A história em si está cheia de descrições excelentes (as descrições do que os quatro aventureiros vêem durante a viagem pela selva amazónica é particularmente interessante) e locais fenomenais (locais como pântano dos peterodáctilos ficarão para sempre na minha memória) e termina num twist que, embora não seja totalmente inesperado, foge um pouco ao tradicional final feliz.
O livro está recheado de pequenos factos científicos, apesar de, em algumas instâncias, particularmente no que diz respeito à descrição da vida pré-histórica, se encontrarem condicionados pelos conhecimentos da época. Isto, por outro lado, dá-nos hoje uma interessante visão de como a Ciência e os homens viam o mundo há cem anos atrás.
É um livro que gostei de ler em miúdo e gostei ainda mais de reler em adulto. Entretanto, já tenho mais dois livros de Conan Doyle há espera de serem lidos: "The Maracot Deep" (aka "O Mundo Perdido Debaixo do Mar") e "O Dia em que Mundo Gritou" (que inclui os contos "O Dia em que o Mundo Gritou" e " A Máquina de Desintegração" mais a noveleta "Cinturas Venenosas"). Espero que me dêem tanto prazer como este livro.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Zeerust ou o Futuro Antiquado
Aqui ficam algumas imagens que encontrei neste site enquanto procurava inspiração para um conto a submeter à antologia Lisboa Electropunk
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sexta-feira, 1 de julho de 2011
Dracula (1931)
Baseado numa peça de 1924, este é o clássico dos clássicos no que diz respeito aos filmes do drácula, tendo sido o primeiro autorizado pela viúva de Stoker.
Filmado nos primórdios da era do som, ainda se notam vários tiques do cinema mudo (em especial os gestos e expressões exageradas), mas não é por isso que deixa de merecer ser visto. O ambiente, especialmente nas primeiras duas partes, está muito bem conseguido e o desempenho de Dwight Frye como Renfield consegue convencer-nos da loucura do personagem. Mas é Bella Lugosi quem rouba todo o protagonismo. A sua presença e forma de representar é de tal forma marcante que nos consegue fazer levar a sério o seu sotaque húngaro, mesmo após o termos visto imitado e parodiado inúmeras vezes ao longo dos anos.
Apesar de se afastar bastante do livro de Stoker, merece ser visto por todos os fãs de vampiros e fantástico. Este filme (juntamente com o Nosferatu de 1922) influenciou mais o mito do vampiro como o conhecemos do que o livro em que é baseado (ou, já agora, que o "The Vampyre" de Polidori ou o "Varney the Vampire" de Rymer/Prest).
Uma Curiosidade - Existe uma versão em espanhol deste filme, filmada com outros actores, mas na mesma altura e no mesmo estúdio, que é por vezes considerada superior a esta, já que era filmada durante a noite e a equipa podia ver e corrigir os erros feitos durante o dia, no filme principal.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
O Turno da Noite
Para tentar perceber exactamente o que se pretende para este concurso, decidi ler este conto de João Barreiros e confesso que me agradou bastante. Dos poucos contos que li deste autor é, sem dúvidas, o meu favorito. De facto, desde "O Caderno de Pursewarden" de João Bengelsdorff, incluído na Bang n.º 2, que nenhum conto de um autor português publicado nesta revista me entusiasma tanto.
Toda a história tem um certo "feel" da FC de Verne, de que sou fã desde que me lembro, ao que é acrescentada uma mescla muito interessante entre a ciência e o sobrenatural. A sociedade criada para esta Lisboa alternativa é distópica e, em vários pontos, faz lembrar um Metropolis de Fritz Lang. Mas, sem dúvida, o que mais me agradou foram as descrições do funcionamento dos vários elementos tecnológicos, que, excepto no princípio do conto, fluem sem interromper a acção.
Vou, com certeza, enviar um conto para esta antologia, que mais não seja pelo gozo que me vai dar planear, pesquisar e escrever uma história nesta Lisboa que não foi nem nunca será.
P.S. - A imagem acima foi retirada do Memórias da Ficção Cientifica
domingo, 19 de junho de 2011
A Guerra dos Mundos (1953) - O meu primeiro filme de fc
É provável que tenha visto filmes de fc antes, mas este é o primeiro de que me recordo. Foi num fim de tarde de Verão, mais ou menos por esta altura, no rés-do-chão da casa dos meus pais, que na altura era muita escura, pois não tinha janelas, numa velha televisão a preto e branco. Era muito novo, acho que ainda nem andava na escola, e fiquei aterrorizado. A própria ideia da invasão, as naves invulneráveis, a cena em que mostravam como os marcianos nos viam, o marciano morto a cair da nave, tudo isto me deixou várias noites sem dormir.
Voltei a ver o filme anos depois, já a cores. Claro que não me pareceu tão assustador, mas um novo elemento chamou-me à atenção: as naves que substituíram os tripodes originais, que são incrivelmente realistas para a altura. Eu diria que, até certo ponto, são icónicas da fc da época.
É um filme que hei-de rever não tarda e recomendo a todos que nunca o viram que o façam. Acreditem, adaptações mais recentes (em particular a do Spielberg) vão fazer um pouco mais de sentido.
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