segunda-feira, 13 de junho de 2011
A Hora do Dragão
"Hour of the Dragon" é, sem dúvida, a minha história favorita do Conan. Um grupo de rivais tenta depor Conan do trono de Aquilonia e, para esse fim, despertam o ancestral necromante Xaltotun. Depois de uma batalha inicial em que as suas forças são derrotadas, Conan parte numa enorme aventura para descobrir o único artefacto capaz de enviar Xaltotun de volta para a campa, o Coração de Ahriman. É incrível a quantidade de ambientes pela qual o nosso bárbaro favorito passa, as aventuras que vive, os monstros que derrota e as situações porque passa. Acreditem, acontece mais nestas duzentas e poucas páginas que em muitas sagas de fantasia com dez livros. E, ainda mais surpreendente, em nenhum momento senti que a história estava a ser apressada. Tudo se passa ao ritmo certo.
Não sei se nos livros do Conan publicados pela Saída de Emergência se pode encontrar esta história, pois eu li a versão do fantasy masterworks, vista acima, e que inclui muitos outros contos (já agora, também recomendo a "The Phoenix on the Sword"), mas merece ser lida por todos os fãs de fantasia, especialmente os amantes de sword and sorcery.
E, ao falar desta novela, não posso deixar de vos mostrar a incrível figura do Xaltotun criada pela Macfarlane's Toys.
domingo, 5 de junho de 2011
A Espada de Welleran
Lord Dusany é um nome incontornável da fantasia mundial. E este é o conto dele que mais apreciei, pelo menos dos que li até ao momento. Fala-nos do poder dos mitos e das lendas e da influência que têm na vida dos homens. Como podem proteger ou destruir.
O ambiente é excelente. A descrição da cidade de Merimna, em especial as estátuas, cheias de simbolismo, é fenomenal. A maneira como a história da cidade e dos seus herois nos é relatada está muito bem conseguida. E tudo escrito naquele estilo etéreo típico de Dunsany, que muitos tentam imitar, mas poucos (ou nenhuns) conseguem.
Para ser honesto, gostei mais deste conto do que qualquer um dos que se encontram no Livro do Deslumbramento. Infelizmente, ainda não tive tempo de ler os restantes contos que acompanham a Espada de Welleran, mas, depois de ler este artigo, vou tentar reservar algum tempo para o fazer.
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The Sword of Welleran and Other Stories
sábado, 4 de junho de 2011
High Plains Drifter (1973)
Este filme é uma espectacular desconstrução dos Westerns clássicos. As pessoas da aldeia não são corajosos pioneiros num terra inóspita, mas gente cobarde incapaz de se defender (e aos outros). A personagem principal é um anti-heroi, se não lhe podermos chamar de vilão (SPOILER: Pouco depois de chegar à aldeia assassina três pessoas sem grande razão para isso e viola uma mulher). Hoje em dia estes elementos podem não nos parecer nada de especial, mas na altura era, pelo menos, incomum. De facto, o John Wayne, depois de ler o guião (o Clint Eastwood tinha-o convidado a entrar no filme), enviou uma carta a queixar-se, entre outras coisas, que "the townspeople did not represent the true spirit of the American pioneer, the spirit that made America great".
Este filme com um certo aspecto de fantástico. De facto, existem várias hipóteses sobrenaturais para a identidade do Stranger.
É uma pena que, ao contrário do seu sucessor espiritual, o "Pale Rider", este filme raramente passe na tv. Merecia ser mais visto.
segunda-feira, 30 de maio de 2011
A Morte do Super-Homem
Este fim-de-semana voltei a pegar neste romance gráfico (na realidade, uma colecção de histórias publicadas originalmente em revistas diferentes), um dos que marcaram a minha adolescência. Apesar de ser uma das histórias mais vendidas de todos os tempos (provavelmente devido à sua exposição mediática. Lembro-me de a notícia da morte do super-homem aparecer no telejornal da rtp1) não é particularmente original nem elaborada. Mas entusiasma, e não devido à morte de um dos herois mais exageradamente poderosos de sempre. É a forma como está escrita que nos prende. Aquela sensação de ameaça crescente conforme o Doomsday abre caminho em direcção a Metropolis, derrotando toda a Liga da Justiça como se nada fosse. A forma como o Homem de Aço, geralmente visto como praticamente invulnerável, luta pela própria vida. E o culminar da história, a fantástica batalha final em frente ao Daily Planet.
Pegar nesta história deu-me vontade de reler uma outra escrita mais ou menos na mesma altura, pela mesma razão (i.e. tirar proveito dos especuladores e coleccionadores com parcos conhecimentos de BD e que achavam que o fim dos herois era mesmo definitivo), a queda do Batman, Knightfall.
domingo, 29 de maio de 2011
Os Dois Livros Mais Antigos que Possuo
Comprei estes livros há coisa de um mês, na Feira do Livro de Braga, por dois euros cada um (são duas partes do mesmo livro).
Segundo o vendedor, são da primeira colecção portuguesa de Júlio Verne. Não duvido, a julgar pela data de publicação...
...pelo facto dos preços dos livros da colecção ainda virem em Reis...
...e pelo português pré acordo (pré QUALQUER acordo).
Algumas das ilustrações são magníficas.
Fica agora a dúvida se leia estes livros ou se compre uma edição mais recente para ler. Tenho um certo medo que eles se desfaçam nas minhas mãos...
Segundo o vendedor, são da primeira colecção portuguesa de Júlio Verne. Não duvido, a julgar pela data de publicação...
...pelo facto dos preços dos livros da colecção ainda virem em Reis...
...e pelo português pré acordo (pré QUALQUER acordo).
Algumas das ilustrações são magníficas.
Fica agora a dúvida se leia estes livros ou se compre uma edição mais recente para ler. Tenho um certo medo que eles se desfaçam nas minhas mãos...
quinta-feira, 26 de maio de 2011
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