domingo, 5 de junho de 2011

A Espada de Welleran


Lord Dusany é um nome incontornável da fantasia mundial. E este é o conto dele que mais apreciei, pelo menos dos que li até ao momento. Fala-nos do poder dos mitos e das lendas e da influência que têm na vida dos homens. Como podem proteger ou destruir.
O ambiente é excelente. A descrição da cidade de Merimna, em especial as estátuas, cheias de simbolismo, é fenomenal. A maneira como a história da cidade e dos seus herois nos é relatada está muito bem conseguida. E tudo escrito naquele estilo etéreo típico de Dunsany, que muitos tentam imitar, mas poucos (ou nenhuns) conseguem.

Para ser honesto, gostei mais deste conto do que qualquer um dos que se encontram no Livro do Deslumbramento. Infelizmente, ainda não tive tempo de ler os restantes contos que acompanham a Espada de Welleran, mas, depois de ler este artigo, vou tentar reservar algum tempo para o fazer.

sábado, 4 de junho de 2011

High Plains Drifter (1973)


Este filme é uma espectacular desconstrução dos Westerns clássicos. As pessoas da aldeia não são corajosos pioneiros num terra inóspita, mas gente cobarde incapaz de se defender (e aos outros). A personagem principal é um anti-heroi, se não lhe podermos chamar de vilão (SPOILER: Pouco depois de chegar à aldeia assassina três pessoas sem grande razão para isso e viola uma mulher). Hoje em dia estes elementos podem não nos parecer nada de especial, mas na altura era, pelo menos, incomum. De facto, o John Wayne, depois de ler o guião (o Clint Eastwood tinha-o convidado a entrar no filme), enviou uma carta a queixar-se, entre outras coisas, que "the townspeople did not represent the true spirit of the American pioneer, the spirit that made America great".

Este filme com um certo aspecto de fantástico. De facto, existem várias hipóteses sobrenaturais para a identidade do Stranger.

É uma pena que, ao contrário do seu sucessor espiritual, o "Pale Rider", este filme raramente passe na tv. Merecia ser mais visto.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

A Morte do Super-Homem


Este fim-de-semana voltei a pegar neste romance gráfico (na realidade, uma colecção de histórias publicadas originalmente em revistas diferentes), um dos que marcaram a minha adolescência. Apesar de ser uma das histórias mais vendidas de todos os tempos (provavelmente devido à sua exposição mediática. Lembro-me de a notícia da morte do super-homem aparecer no telejornal da rtp1) não é particularmente original nem elaborada. Mas entusiasma, e não devido à morte de um dos herois mais exageradamente poderosos de sempre. É a forma como está escrita que nos prende. Aquela sensação de ameaça crescente conforme o Doomsday abre caminho em direcção a Metropolis, derrotando toda a Liga da Justiça como se nada fosse. A forma como o Homem de Aço, geralmente visto como praticamente invulnerável, luta pela própria vida. E o culminar da história, a fantástica batalha final em frente ao Daily Planet.

Pegar nesta história deu-me vontade de reler uma outra escrita mais ou menos na mesma altura, pela mesma razão (i.e. tirar proveito dos especuladores e coleccionadores com parcos conhecimentos de BD e que achavam que o fim dos herois era mesmo definitivo), a queda do Batman, Knightfall.

domingo, 29 de maio de 2011

Os Dois Livros Mais Antigos que Possuo

Comprei estes livros há coisa de um mês, na Feira do Livro de Braga, por dois euros cada um (são duas partes do mesmo livro).

Miguel Strogoff


Segundo o vendedor, são da primeira colecção portuguesa de Júlio Verne. Não duvido, a julgar pela data de publicação...

Miguel Strogoff

...pelo facto dos preços dos livros da colecção ainda virem em Reis...

Miguel Strogoff

...e pelo português pré acordo (pré QUALQUER acordo).

Miguel Strogoff

Algumas das ilustrações são magníficas.

Miguel Strogoff

Fica agora a dúvida se leia estes livros ou se compre uma edição mais recente para ler. Tenho um certo medo que eles se desfaçam nas minhas mãos...